Edu Medina (Marafo Records) Que música tocou tanto, tanto, tanto, e ainda assim não esgotou seus ouvidos?

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Estamos de volta com o pedaço mais mainstream do nosso site: aquele hit mega tocado por ANOS A FIO, mas que nem assim deixou de emocionar. Sim, esses hits existem e marcam gerações. Chegam a inspirar a formação de bandas ou simplesmente dão vontade de sair cantando por aí. “Nothing Compares 2 U” e já fez marmanjo chorar e “Twist and Shout” até hoje emplaca passinhos em casamentos, coquetéis e formaturas desse Brasil.

O convidado da vez fez dos hits e sons obscursos ouvidos ao longo da vida uma influência para seu dia a dia. Em sua bike, o Edu Medina, da loja de discos e também gravadora Marafo Records, passa as horas transportando música boa, pra lá e pra cá. É uma verdadeira movimentação da música, com groove, rimas e funk suficientes pra tirar qualquer pessoa da mesmice. Tem ideia de qual hit ele escolheu?

Marafo“Jump Around” – House of Pain
(Edu Medina / Marafo Records)

Cabeça Careca, Calça Frouxa. Esse era o nome de um disco lançado no comecinho da década de 90 que comprei junto com mais dois camaradas. A gente tinha uns 10, 13 anos de idade, e não tínhamos dinheiro pra comprar vinil. Aí o disco ficava uma temporada na casa de cada um de nós, pra gente conseguir ouvir e tal.

Era uma coletânea de rap que tinha um monte de clássicos. “Don’t Believe the Hype”, do Public Enemy, que eu acho um puta hit; “Insane in the Brain”, música que me apresentou o Cypress Hill; tinha também “Jump Around”, do House of Pain; “Shimmy Shimmy Ya”, do Ol’ Dirty Bastard;  “Get it Together”, do Beastie Boys; “Ooh Watcha Gonna Do”, do Run DMC. Era um disco só de pedrada.

Todos os eles são grandes hits, mas como tenho que escolher só um, fico com “Jump Around”, do House of Pain. Pra mim, é o que mais representa aquela época. Foi a música que fiquei mais viciado de tanto ouvir. A do Cypress Hill também, mas acho que “Jump Around” é mais hit ainda. É uma música que tocou em trilha de filme, festas, baladas, um monte de lugar.

Aquele primeiro LP que consegui comprar ficou com um dos meus amigos, e quando chegou o CD, ninguém ligou para o vinil.

Depois de 20 anos eu o achei lá na Patuá Discos . Quando eu vi um post da loja dizendo que tinha o Cabeça Careca, Calça Frouxa volumes 1 e 2, mandei mensagem na mesma hora, falando “mano, segura aí que vou buscar esses discos”. Fui lá e busquei o disco. Comprei de novo e retomei um LP que tinha sumido das lojas.

Na real, eu já ouvia rap, mas muita coisa de rap nacional como GOG, Racionais MCs, Thaide, Consciência Humana, RPW, um monte de banda. Talvez por isso minhas referências eram um pouco mais limitadas. Na quebrada, né? São Bernardo.

O Cabeça Careca, Calça Frouxa foi um disco muito importante porque quando o ouvi pela primeira vez, eu ainda era criança. Ele me apresentou todas essas bandas que me acompanham até hoje.

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