Entrevista: Angüstia

In Discos, Entrevistas

Parte dos poetas consagrados da nossa literatura retrataram por diversas vezes a angústia. Ferreira Gullar, por exemplo. No clássico “Poema Sujo” ofereceu algumas linhas sobre a angústia da morte e os fatos que a antecedem.

Mas há na angústia algo que vai além do eu lírico poético. A angústia também é punk. E nele ela se mostra suja, direta e urgente. Talvez por isso seja providencial o uso do nome Angüstia para a nova banda de Alexandre Cruz Sesper, Giuliano Belloni e Fernando Denti, do ACruz Sesper Trio, que acaba de lançar o primeiro registro, intitulado Desumanizar.

O disco é um retrato do barulho e objetividade que o movimento exige. Não à toa a banda bebeu no punk/hardcore da década de 80, mesclando a sonoridade inglesa e americana. Mas não é só isso. O noise entra em cena e dá um certo charme às composições que carregam no barulho um dos significados a tal angústia, que decerto pode ser um tanto barulhenta.

Para entender melhor o disco, convidamos a banda para ouvir junto com a gente esse EP de estreia, e conversamos sobre cada uma das faixas, a origem da banda e algumas outras histórias

Foto: Sounds Like Us

Sounds Like Us: Contem um pouco pra gente sobre o Angüstia.
Alexandre Sesper: A gente tava tocando como ACruz Sesper Trio e, quando o [Fernando] Denti foi viajar, não quisemos colocar outro integrante no lugar porque desde o começo seríamos nós três tocando. Começamos a fazer versões em duo das músicas que a gente tocava como trio, só que ficava faltando, não era a mesma coisa. Aí conversei com o Alemão [Giuliano Belloni] sobre fazer uma coisa diferente das músicas do trio.
Giuliano Belloni: Não tinha nem a Tascam.
Sesper: O primeiro show ainda era uma miscelânea. Tinha cover do Alien Sex Fiend…
Giuliano: … e umas músicas do The Pessimists.

Sounds: Pra gente localizar na linha do tempo da banda, isso acontece quando?
Giuliano:
Foi logo quando o Denti saiu fora, junho de 2018.
Sesper: A gente se trombou um dia na loja [The Scream Records] e ficou ouvindo umas coisas tipo Ripcord, uns hardcore mais porrada, e o Alemão falou que queria tocar umas coisas nessa linha. Foi aí que eu falei, “por que não montamos uma parada mais hardcore?”. Mesmo quando o Denti tava aqui no Brasil nós já falávamos de ter uma coisa com ele participando com synth, de ser uma outra banda.
Giuliano: O primeiro ensaio foi lá, tirando um som. Mas as três primeiras músicas, quando gravamos no Sandro, ainda eram como duo.

Sounds: Ter um nome em português fortifica a proposta, né? Isso também foi uma vontade de vocês?
Sesper:
A gente já estava pensando em fazer as letras em português. Aí misturou tudo, Copa do Mundo, eleição. Colocamos o nome de Angüstia porque era o momento do Brasil. Todo mundo angustiado. Direita, esquerda, o país angustiado com o futebol.

Foto: Simony Sotelo

Sounds: Sonoramente dá pra perceber a diferença de proposta do ACruz Sesper Trio, da Tascam. O Angüstia é mais um passo em direção a uma outra identidade.
Sesper:
Isso. O lance do projeto é legal, é algo pessoal meu, mas eu já não queria muito essa coisa. Eu queria a interação do Denti, do Alemão, e que não fossem estruturas só minhas. A gente sempre teve uma liberdade. No trio, por exemplo, as bases estavam montadas, mas o Denti toca do jeito que ele quer, o Alemão também.
Giuliano:
Acho que em todas as bandas que eu toquei foram meio assim. No Futuro, o Pedro chegava com a base e cada um fazia o que achava legal.
Sesper:
Como todos nós já viemos de outras bandas, em ouros períodos, acho que chegamos em um momento em que não temos mais os fanatismos que a galera das antigas tem.
Fernando Denti:
De ensaiar freneticamente.
Sesper:
É, e se vai ter show a gente ensaia uma horinha só, sabe.

Sounds: Vocês acham que isso tem relação com a maturidade?
Sesper:
Acho que muita banda acaba por causa disso. Claro, ensaiar é necessário, mas acho que o momento da banda é a hora que você tá curtindo, não é pra virar uma religião, um trabalho.

Sounds: A gente pergunta isso por que nos parece que a maturidade é uma boa conselheira nesse ponto, e aí alguns artistas e bandas passam a se interessar muito mais em deixar um registro, gravar tudo o que tá sendo criado, registrar isso para o futuro, do que ficar ensaiando todo dia…
Sesper:
O que a gente mais estranha do tempo atual é o timing. Por exemplo, um selo vai lançar o disco, mas não quer lançar digital porque acha que vai perder venda. Por nós a ideia é já soltar e foda-se. Acho que a gente ainda não entrou nesse looping do tempo atual.

Sounds: E você se sentem confortáveis em ser desta forma?
Sesper:
Putz… Por exemplo, a galera trampa single. Eu não consigo pensar nisso. A gente acaba fazendo uns EPs…
Giuliano:
Mas eu acho que o digital tem que ter. 

Foto: Simony Sotelo

Sounds:  E hoje as pessoas consomem muito a coisa da música solta, que entra numa playlist, né? O lance do álbum, que conta toda uma história, é algo ainda mais nichado. Por exemplo, a gente pegou o disco de vocês e ouviu inteiro, como um álbum de fato, com a ordem das músicas pensada… Tipo a música “Carta”. Dá pra pensar que ela pode ser algo em branco em branco que vai ser preenchida pelo o que está por vir no disco, e isso pode ser um bom motivo pra ela ser uma das primeiras do álbum, por exemplo.
Sesper:
Essa foi boa, a gente vai usar, hein… hahaha.

Capa de Desumanizar

Sounds: E o que o Angüstia tem de mais distante dos outros projetos que vocês tocam juntos?
Sesper:
Tem os lances de synth, do Denti. Do noise fazer um pouco o papel da guitarra, e isso entra um pouco na pira do Big Black, das coisas da Touch and Go, da Amphetamine e aqueles noises antigos, tudo dialogando com o que a gente escutou mesmo, como o Alemão fala do Extreme Noise Terror. Quando o Denti voltou da gringa, a gente até tentou ouvir umas coisas atuais, mas acabou ficando tudo nas referências mais antigas mesmo.
Denti:
O que rolava muito é que eu colava muito na casa do Farofa, naquela época do trio. E a gente ficava ali, conversando sobre a vida, trocando figurinha da depressão, e ao mesmo tempo, a gente fazia uns sons. Abstração nossa mesmo, de passar a tarde fazendo algum tipo de som, e botava pra gravar. Tem desde noise até uns experimentos. Nasceu bem dali mesmo, de talvez tirar um instrumento de corda e de não ver a coisa somente como bateria, baixo e guitarra. Eu até cogitei de colocar guitarra e synth juntos, e aí o Farofa falou: “Não, não. Sem guitarra. O agudo da música vai ser barulho”. Então foi isso, a gente já tinha essas ideias, só não sabíamos como isso entraria dentro da banda. 

Foto: Simony Sotelo

Sounds: É legal porque o noise daquelas bandas mais antigas, como o 7 Minutes of Nausea, traz também muito desse sentimento de angústia, né?
Sesper:
Teve até um momento, quando o Alemão tava tocando no The Pessimists, que a ideia já era juntar as duas bandas. De a Mila [Camila Leão, baixista e vocalista do Pessimists) fazer baixo e vocal, e eu e o Denti ficar só nuns sons mais noise.

Sounds: Em que momento que vocês decidiram a formação do Angüstia?
Giuliano:
Acho que quando a gente definiu o nome, o Angüstia se separou dos outros projetos.
Sesper: O Denti chegou e em menos de 12h já tava gravando.
Giuliano:
Foi em novembro isso.
Denti:
A gente gravou sem ensaiar.

Foto: Simony Sotelo

Sounds: E Farofa, a impressão é que você tenta trazer os caras pra perto e também dizer nas entrelinhas “olha, não sou só eu”.
Sesper
: Sim, sim. Eu tenho mó vergonha….hahaha. Sempre falei pros caras isso… hahaha. O projeto surge em um momento em que eu tava querendo fazer umas músicas, tinha comprado uma guitarra de novo, e foi saindo. O Trio era porque eu não conseguia executar o que foi gravado no 10”. A gente tava fazendo a turnê nos EUA do The Pessimists com o Sem Hastro, e aí eu olho pro Denti e falo “olha, tô com uma ideia de tocar com o Alemão, se tu quiser tocar baixo, eu tô afim de tocar as músicas do 10” como banda”. Quando eu tô com os caras é fácil, mas sozinho é difícil. Todo mundo fala “Ah, maluco do Garage Fuzz, toca há 30 anos…”, mas ainda é difícil pra mim. Mesmo o lance do nome, é um lance bem pessoal. Eu não sinto mais as coisas que eu tava sentindo há três anos, sabe. Algumas músicas me remetem a momentos da vida em que eu tava triste, e essas do Angüstia já são outra história.
Giuliano:
E no trio, o Farofa sempre teve a pira de trocar de nome.
Sesper:
No Brasil não é muito normal isso de o nome da banda ser o nome da pessoa. Tem uma coisa muito rock star, e não era pra ser isso.

Sounds: É legal você falar isso, porque pra gente fica claro que tudo o que vem depois depõe justamente contra o status de rock star. É mais lo-fi.
Sesper:
Isso! O Angüstia é uma banda onde todo mundo pode opinar.

“Entre Escravos / A Carta”

Sesper: Essa é uma doidera bem Minor Threat mesmo, meio “Out of Step”…
Sounds: É uma referência proposital?
Sesper: É o momento do Brasil. Todas aquelas tretas de internet, muito amigo se deletando das redes sociais, brigando. Era um momento onde tava todo mundo “ah, briguei com meu amigo de 20 anos, ele me deletou do Facebook”, como se o Facebook fosse a ligação entre as pessoas.

Sounds: E qual é a leitura que vocês fazem da carta?
Sesper:
Uma parte da letra é “Tudo pode quando favorece você”. Independente do lado, quando é uma coisa que favorece a pessoa, tá beleza. As letras foram escritas ali na hora.

Foto: Simony Sotelo

Sounds: Legal. Então no Angüstia rolou esse lance de vocês escreverem as letras juntos.
Giuliano:
Não juntos; ele (Farofa) escrevia e a gente colocava umas coisas em cima.
Sesper:
Hoje em dia me sinto mais tranquilo fazendo as bases do que escrevendo. E nem é porque eu não tenho nada a dizer, mas porque eu queria que tivesse a visão do Denti e do Alemão.
Denti:
Na gravação foi tudo muito rápido. Não foi aquela coisa de sentar pra ver como que ia ser o som. É tipo sair pra andar de skate, sabe? E a gente já teve experiência com outras bandas, de deixar tudo maquiado. A gente queria algo mais orgânico, espontâneo, por já conhecermos os processos que são mais demorados.

Sounds: E vocês acham que isso se refletiu na música e deixou o som de vocês mais livre?
Giuliano:
Ah, acho que sim. A gente falava de ser instrumental, ou de ter só uma linha de letra, pra não seguir por um padrão tradicional de banda. E aí foi saindo as coisas.
Denti: A gente não sabe como vai ser no próximo, talvez o processo seja diferente.

“Erro”

Sesper: A “Erro” tem esse lance de não errar, de ser tudo higienizado na arte. O mundo virou isso, de você não ter a possibilidade de errar.

Sounds: E vocês fizeram isso no disco, né? Tudo em primeiro take para o erro aparecer mesmo…
Denti:
Tem vários erros e tipo, aceita, desencana. A gente ficava naquelas “ah, vamos gravar de novo”. Ok, grava, mas não precisa, a brisa não é essa.
Sesper: Porque não acaba mais, sabe. E você pode chegar em outro lugar.
Denti:
E esse primeiro lugar espontâneo, que é de verdade,  se perde.
Sesper:
Tem na letra “nenhum erro cometer” porque todo mundo já vive sendo cobrado no trabalho, na vida. Ao vivo a gente nunca encanou. O Alemão às vezes falava “putz, a gente errou, né?” E eu: “foda-se”…hahaha.

Foto: Simony Sotelo

Sounds: A gravação soa bem ao vivo.
Sesper:
É, foi tudo first take. Letra, vocal, tudo! Acho que tem só uma música que tocamos mais vezes, porque a gente queria sincar o começo, e como era uma parada mais inglesa, e eu não sou baixista, foi na hora do estúdio que eu comecei a me ligar de bater o baixo com a bateria.

Sounds: É um bom ponto, Farofa. Como foi esse processo de tocar e gravar o baixo?
Sesper:
Putz, já tinha um baixo em casa, que era o baixo da Ale, e eu o tocava como guitarra mesmo. Tocava ele meio só bordão, e minha referência de baixo sempre foi essa, 7 Seconds, Minor Threat.
Giuliano: A gente também quis deixar o baixo bem sujão.

Foto: Simony Sotelo

Sounds: Que também é uma coisa do noise, né? Esse baixo mais granulado…
Giuliano:
E como já não tem guitarra, a gente queria deixar o baixo bem pesado.

“Lapso”

Sounds: Aí é o Chaos UK, né?
Sesper:
É, mais inglês, mais manga suja… hahaha. Por incrível que pareça, essa é a que tem mais de um take.

Sounds: O lance do first take é legal por isso também, né? Ouvindo depois vocês acabam descobrindo outras coisas dentro da música.
Sesper:
Nesse processo de first take acontece de você achar estranho na primeira vez que ouve, mas depois vai acostumando.

Sounds: Essa tem uma bateria mais reta.
Giuliano:
É, meio Disorder.

Foto: Simony Sotelo

Sounds: É legal porque era o que vocês falaram, que iam na loja e ficavam conversando “ah, tô com saudades de tocar isso…”
Giuliano:
É legal que cada um tem suas influências. Essas paradas mais novas, noise, ele (Farofa) que me mostra.
Sesper:
O Denti também já traz umas outras coisas barulhentas. Eu, quando vou pra esses lances mais barulhentos, é para aquelas coisas da Touch and Go, Killdozer, essas coisas quase pós grunge. A “Lapso” é o lapso de memória mesmo.  Esse momento de as pessoas interpretarem as coisas como bem entendem. Ela fala: “Não existe possibilidades para a sua ascensão”. Todo mundo tá interpretando as coisas de um jeito, mas isso é sempre pra manter essa galera dominada.

Sounds: Ela lembra bastante o punk paulista final de 80 também.
Sesper:
As notas, né? É tudo bem simples.
Giuliano:
Se é um negócio que você escutou tanto, sai sem querer.

Sounds: O Angüstia é uma parada rica, tocada de uma forma simples, mas lo-fi.
Sesper:
A dinâmica das bases é bem quadrada. A gente não queria fugir desse sentimento de início, de banda de começo, de estar aprendendo a tocar.

“Seu Preço”

Sesper: Essa é mais trampadinha. Tem aquela coisa de quando as bandas inglesas começam a ficar meio americanizadas, já meio SST. Tem também um lado meio Boston aí.

Sounds: O disco todo tem um som legal de bateria, né?
Giuliano:
Tinha três microfones na batera. Um over [em cima], um no bumbo e um meio perto da caixa. O timbre da minha caixa nem é tão assim, o Sérgio Ugeda (Diagonal / Debate) que pilotou a mesa lá e timbrou mais por aí. Eu achei legal também.
Sesper:
A letra de “Sem Preço” é sobre uma galera que é jovem e já pensa como velho.

Foto: Simony Sotelo


Giuliano:
O que eu acho legal das letras é que tudo muito atual. Porque tem algumas bandas que tentam fazer um som revival de alguma coisa e copiam até as letras.
Sesper:
O refrão é bem simples: “O preço a pagar por não sonhar”. E a frase é “já nasci velho / sem reação / tudo em torno, dominação / suas maneiras de manipulação / não são suficientes para que eu viva no chão”. Rima quadrada… hahaha.

“Relembre no sonho”

Sesper: Essa é mais punk antigo.
Giuliano: É um D-beat acelerado.
Sesper: Aquela coisa de que o mundo vai acabar e não vai existir mais nada…

Sounds: Esse antigo que tá sempre sendo atualizado. Tem muito de Steve Albini nessa caixa, né?
Giuliano:
Tem a pegada do Sergio aí também. Acho que a se a gente tivesse gravado em outro lugar não teria saído assim.
Sepser:
A letra dela é sobre essas coisas que estão acontecendo agora, tipo inteligência artificial. Essa é a letra do Desumanizar. De tudo estar numa interação tão virtual e sem contato que a gente vai lembrar do que vivemos só em sonho.

“Inumano”

Giuliano: Essa foi a segunda música que a gente fez.
Denti: Eu curto pra caralho essa.
Sesper: Ela traz dois samples de discos icônicos. Tem o discurso do começo do Crucifix, do disco Deshumanization, e tem o míssil caindo do The Day the Country Died, do Subhumans.
Giuliano: Eu acho esse som bem Subhumans. O apelido dessa música era Subhumans…hahaha.

Sounds: Nessa faixa os noises saltam mais.
Giuliano:
Talvez porque não tenha vocal.
Denti:
É uma coisa que tem que ouvir mais pra pegar, porque é uma coisa de camada mesmo. Acho que a gente também vai aprendendo como fazer isso melhor.

Foto: Simony Sotelo

Sounds: O que você usou pra fazer os barulhos?
Denti:
Eu tenho uma espécie de calculadora que gera um monte de frequências que passam pelos pedais pra suja mais o som. Passo também por um ou dois fuzz, e também passo em um pedal de eco, e um outro de delay. Muita coisa eu vou fazendo na hora, destruindo o tempo. Por isso que fica essa sensação embaralhada. Eu vou quebrando o tempo, não deixo ele travar. E tem a Tascam aí.
Sesper: Enquanto o Denti não tinha colado com a gente já tinha uma fitinha com uns noise. Tinha uns discursos, uns barulhos, e a gente ia tocando em cima.
Denti: O quarto personagem é a Tascam.
Giuliano: A Tascam é tipo o Dr. Avalanche da gente [bateria eletrônica usada pelo Sisters Of Mercy].
Sesper: Quando a gente fez o cover do Alien Sex Fiend, a letra era sobre Deus e carro. Aí eu peguei um monte de som de motor e umas imagens de igrejas.

Sounds: Como as paisagens sonoras do Koellreutter, né?
Sesper:
É. Na intro tem pedaço da Disney, com bomba caindo, é uma colagem mesmo.

Sounds: Vocês vão lançar uma versão física de Desumanizar?
Sesper:
A gente vai fazer em fita, mas não em vinil. Um próximo talvez.
Denti:
As coisas aconteceram muito rápido e o Farofa tem uma velocidade de produção que nunca para. Mas acho que as próximas coisas que a gente for fazer vai ser de uma forma mais de tocar junto mesmo.

Sounds: Legal demais. Vocês querem acrescentar alguma coisa?
Sesper:
Acho que esse papo foi bom até pra gente se entender… hahaha.

Foto: Sounds Like Us