Napalm Death – parte 1 Disco a disco, os 35 anos de uma das bandas mais explosivas do mundo

In Discos

O primeiro encontro, no último suspiro dos anos 80, foi assustadoramente implacável, cativante e libertador. E na última passagem do Napalm Death pelo Brasil, no começo de julho, algumas memórias afetivas foram acionadas na presença daquela combustão de pouco mais de uma hora em que a gente estava envolvido.

Assistindo ao show da banda na Clash, foi impossível conter a emoção, as lembranças e a vontade de colocar esse turbilhão de sentimentos em palavras e refletir sobre como o Napalm Death é uma banda necessária e de que forma os 35 anos de banda se dividem entre sucessos, tropeços, problemas, perdas, encontros, viagens, experimentos, aprendizados e uma discografia recheada com o que há de melhor na música extrema.

Veja bem, nossa ideia não é pagar de crítico-musical-sabe-tudo e contar vantagens em textos cheio de elogios rebuscados. A ideia aqui é dar um passeio pela discografia experimentando um disco por vez e compartilhar essa experiência em impressões sem julgamento do que é bom ou ruim.

E uma das coisas mais legais em acompanhar a discografia de uma banda desde o início é que desde lá, entre ótimos títulos e outros nem tanto, o Napalm Death segue fazendo a diferença. Mesmo durante o lamaçal dos anos 90, onde muita banda mudou tanto, tanto, que mal puderam se reconhecer, o Napalm optou por arriscar, mas conscientes das suas origens e certos de para onde queriam ir. E fizeram bonito! Também não há como negar que, a partir de 2000, com o lançamento do grande Enemy of Music Business, eles conseguiram reinventar sua própria fúria grindcore lançando discos muito bons sem descanso e sem tirar o pé do blast beat.

Talvez eles resvalem no status de bandas como Motorhead, Slayer e AC/DC que, mesmo antes que um novo disco chegue até você, já dá pra saber a qualidade do que virá pela frente. Na nossa visão, o Napalm Death leva isso um pouco além, e quando se trata desses loucos e barulhentos ingleses, sempre há espaço para que eles aprontem algumas boas surpresas.

Hoje, no alto dos seus 35 anos de estrada, eles continuam pulverizando seu ódio artístico protegidos por uma lealdade criativa de orgulhar o fã que, lá atrás, saiu da casa de um amigo com três fitinhas: 7 Minutes of Nausea, SOB e uma Basf podre com o Scum gravado. Vamos à discografia?

Scum2Scum
(Earache, 1981)
O ano era 87, e Scum era o terceiro lançamento da Earache, tendo vindo ao mundo na sequência do Accüsed e de um LP split do Heresy com o Concret Sox, que tinham as místicas numerações MOSH 001 e MOSH 002, respectivamente (até as numerações dos discos eram motivos de longos papos e novas descobertas) . À sua maneira, Scum também foi uma espécie de split também. Cada lado do disco tinha uma formação, com apenas o baterista em comum aos dois lados e o criador do blast beat (há quem discorde), Mick Harris.

Scum é ríspido, barulhento, punk até o osso e, principalmente, desafiador, característica que a banda carregaria durante uns bons e longos anos. O que a gente tem é um registro que ficou tão impregnado que, olhando aquela mesma banda, 35 anos depois, tocando “Siege of Power”, “The Kill” e a faixa título, foi como trazer de volta todas as infinitas sensações possíveis de aflorarem dentro da memória. O mesmo LP, comprado no início dos 90, ainda resiste lindamente na nossa estante.

napalm deathFrom Enslavement to Obliteration
(Earache, 1988)

Quebrando toda e qualquer perspectiva de calmaria, em 88 eles lançam o melhor disco da carreira: From Enslavement to Obliteration.

Aos gritos de Weak Minds, “Evolved as One” é uma das melhores faixas de abertura de todos os tempos. F.E.T.O confirmou o que muitos já sabiam: o Napalm Death era a banda mais rápida do mundo. Se em Scum a banda colheu o que havia de mais sujo no punk, hardcore e metal, no segundo disco a coisa ficou séria e os caras transformaram riffs em borrões, como rastros difíceis de acompanhar, tamanha a velocidade.

Foi um disco que pavimentou o caminho para a música extrema e revelou a melhor formação que a banda já teve. Lee Dorian (vocal), Shane Embury (baixo), Bill Steer (guitarra) e Mick Harris (bateria). Era o dream team do grindcore. A gravação é mais limpa que Scum, e apesar de mais nítidas, as músicas soam muito mais agressivas. “Unchallenged Hate”, “Social Sterility”, “Private Death”, “Mentally Murdered” (d-beat lindo) e a própria faixa que dá nome ao disco são exemplos de como você consegue distinguir os instrumentos e os riffs apesar de toda sujeira que dá o brilho necessário para que F.E.T.O seja, até hoje, considerado um dos discos mais amados da banda e carregue o status de bíblia do grind.

0007302596_10Harmony Corruption
(Earache/Combat, 1990)
Se a gente fosse dividir a carreira do Napalm Death em fases, o maravilhoso EP Mentally Murdered encerrou a primeira delas de uma forma tão linda quanto Harmony Corruption inicia a segunda parte da história.

Honestamente? Quando esse disco chegou, não agradou logo de cara. Mas em pouco tempo ele se revelou super importante porque trazia um mudança na formação e no som do Napalm Death. Pouco antes, Lee Dorian deixava a banda junto com Bill Steer, que resolve dedicar-se em tempo integral à sua outra banda, o Carcass. Em seus lugares, tinham entrado Mark “Barney” Greenway (ex-Benediction), Mitch Harris (ex-Righteous Pigs) e Jesse Pintado (Terrorizer)

Mesmo tentando se renovar sempre, eles nunca se desviaram muito do seu núcleo criativo, mas Harmony Corruption foi o disco que chegou bem perto de fazer com que isso acontecesse. A banda vai para os EUA, mais precisamente para a Flórida, gravar no Morrisound Studios, o berço do death metal americano do início dos anos 90. Com isso, o resultado não poderia ser outro. Tínhamos um disco de forte tendência death metal feito pelos criadores do grindcore de origens punk. Doido, né? Talvez por isso que, naquela época, não tenha sido um disco bem recebido logo de primeira por parte do público. O disco ainda traz duas participações mais que especiais: John Tardy, do Obituary, e Glen Benton, do Deicide, que gravaram os backing vocals da faixa “Unfit Earth”. Hoje, Harmony Corruption soa lindamente bem e parece envelhecer com dignidade, soando tão agressivo quanto qualquer registro que tenha vindo antes. O primitivismo dos primeiros álbuns ainda está lá – eles apenas soam mais espalhados sobre uma tela mais ampla.

utopia2Utopia Banished
(Earache/Relativity, 1992)

Mick Harris deixa a banda e no seu lugar entra Danny Herrera. As desconfianças sobre como soaria a banda sem o cara que criou o blast beat cairiam por terra com o lançamento desse disco. De volta ao Reino Unido, o Napalm Death grava um dos registros mais pesados e ogros da sua carreira. “Discordance” abre o disco em um emaranhado de noise industrial, abrindo caminho para “I Abstain” e o seu tempo quebrado.

A banda lança o clipe de “The World Keeps Turning” e faz dessa a música mais conhecida do disco. Utopia Banished é um dos discos mais fortes da carreira dos caras. Nele já aparecem os solos de guitarra, ruídos industriais e alguns experimentos que dariam início a uma fase que duraria pouco, mas o suficiente para ser coroada em um dos melhores discos da banda, Fear, Emptiness, Despair,  e que ainda ecoaria em Diatribes.

fearFear, Emptiness, Despair
(Earache/Columbia, 1993)

Para o mundo da música pesada, os anos 90 pareceram ter durado várias décadas. Para o Napalm Death, durou o tempo o necessário para novos experimentos e riscos que precisavam ser realizados e corridos.

Com Fear, Emptiness, Despair, o ND seguiu talhando uma nova cara para a banda que já vinha sendo ensaiada no disco anterior. Muitos fãs, mas muitos mesmo, torceram o nariz de novo (isso já tinha rolado com Harmony Corruption), mas na boa? De novo, estavam errados. Em um top 5 dos melhores registros da banda, este disco com certeza estaria presente.

O retrato dessa nova fase já começaria no logo. A tipografia, que antes tinha aquela vibe de escrita à mão, deu lugar a um logo com menções digitais e, digamos, mais gráficas. Shane Embury, ele disse que, na época em que estavam compondo esse disco, eles estavam ouvindo muito o Strap it On, do Helmet. Isso não se reflete diretamente, mas talvez em alguns riffs, nas batidas e no timbre da bateria essa referência fique um pouco mais nítida (vide “State of Mind”, por exemplo).

Fear, Emptiness, Despair foi um dos discos mais vendidos da banda e “Twist The Knife” entrou para a trilha sonora de Mortal Kombat. É um disco com grandes músicas, como a incrível “More than Meets the Eye”, “Hung”, a estupidamente pesada “Plague Rages” e “Remain Nameless”, que tem um dos melhores riffs da banda, criação do saudoso Jesse Pintado.

e1aed44f-c2f2-4f4b-a0d3-ff336cc8e208Diatribes
(Earache, 1996)
Viva os anos 90! Sim, aqui os caras assumiram o desfecho que vinha sendo desenhado. Riffs mais ruidosos, menos blast beat, mais densidade no resultado final e um som gordo, pesado e com a coragem de quem arrisca sem medo por saber o potencial que tem. Críticas? Rolaram várias e pelo jeito eles não estavam nem aí.

Diatribes é mais polido, digamos, mais CD e menos vinil, mas nem por isso menos intenso ou honesto. “Greed Killing” pode ser considerada sim um hino. “Take the Strain” ainda traz resquícios de Helmet e “Ripe for the Breaking” tenta manter a essência da banda nos trilhos, mas as preferidas são “Glimpse Into Genocide”, “Cold Forgiveness” e “My Own Worst Enemy”.

No papel de inaugurador dessa nova fase que já vinha sendo anunciada, Diatribes cumpre muito bem seu papel. Apesar de não ter sido muito bem compreendido, é um bom disco.

Inside the Torn Apart
(Earache, 1997)

Mais um disco odiado por muitos e adorado por outros tantos. Confesso me sentir mais confortável na segunda equipe. Inside the Torn Apart é uma sequência lógica de toda a história que começou a ser contada no disco anterior. O groove ainda está lá, os riffs, mais claros, cheios de harmônicos e aquelas passagens dissonantes de que a gente tanto gosta.

A banda continua a explorar partes com vocais mais limpos, riffs mais elaborados e passagens grooveadas e aceleradas com aquela pinta do hardcore de Nova Iorque (vide “Breed to Breathe”, “Reflect on Conflict” e “Lowpoint”). A faixa título também é poderosa e surpreende pela decisão acertada em ser mais cantada, o que transmite um clima tenso e pesado para quem está do lado de cá do alto-falante.


Words from the Exit Wound
(Earache, 1998)

É triste, mas essa hora chega pra todo mundo. Talvez esse seja o St. Anger (Metallica) dos caras. Ou o Headless Cross (Black Sabbath). O fato é que esse é um disco fraco diante de todos os outros. Veja bem, não é ruim, mas fica devendo ao resto da discografia.

O peso tá ali, os riffs e acordes dissonantes também, mas nada soa com o mesmo vigor. Explicando melhor, Diatribes e o Fear, Emptinesse, Despair, causaram desconforto nos fãs mais ortodoxos, mas a audácia em querer recriar seus próprios caminhos são elementos parte do DNA da banda. Em Words From the Exit Wound tudo soa meio perdido, tirando uma ou outra música, como as poderosas “Infiltrator”, “Next Kin to Chaos”, “Ulterior Exterior” e “None the Wiser”. O resto soa, digamos, cansado.

enemyEnemy of Music Business
(Dream Catcher, 2000)

Facilmente figurando no top 3 de preferidos da casa, esse é um disco nervoso em todos os sentidos. Nas letras, nas músicas, na postura, na execução de cada faixa e na vontade de imprimir um novo significado a essa nova fase. O grindcore volta a ser o personagem principal, mais ainda assim é um grind revigorado e diferente de Scum ou F.E.T.O.

Barney abre mais os vocais e a dupla Pintado e Harris tá afiadíssima nos riffs. “Next on the List” é a preferida e ali você consegue ouvir tudo o que o ND tem de melhor. É uma música que passeia por todas as características do caras. Velocidade, groove, riffs dissonantes, melodias oitavadas e uma vivacidade que faz parecer com que Barney tá ali, do seu lado, gritando cada estrofe de cada letra. “Necessary Evil”, “C.S. (Conservative Shithead)”, Taste the Poison”, “Vermin”… a gente poderia falar muito da riqueza de cada faixa, mas preferimos que você ouça. É um grande disco e chega a emocionar, provocando aquele “cara, como os caras fizeram isso?!”. Sei lá, o importante é que fizeram e o registro tá aí para todo sempre. Viva!!!

napalm death orderOrder of the Leech
(Spitfire, 2002)
O timbre de bateria não agrada muito. Talvez este seja o detalhe que torne esse disco um dos mais cansativos dessa fase mais atual do ND. Embora Jesse Pintado ainda estivesse oficialmente na banda, aqui ele já não toca. Mitch Harris gravou todas as guitarras.

Order of the Leech é o último registro pelo selo Spitfire e um disco maníaco por velocidade. Não tão feroz quanto seu antecessor, mas loucamente atirado e objetivo quando o assunto é tocar rápido, principalmente quando se diz respeito à Danny Herrera, que nesse disco voa e raramente reduz o andamento.

Uma curiosidade legal é que, na música que abre o disco, “Continuing War On Stupidity”, Barney solta um procreation of the wickeeeed, uma clara homenagem aos reis Celtic Frost.

the code is redThe Code is Red… Long Live the Code
(Century Media, 2005)

Se em Order of the Leech o Napalm Death acelerou, aqui eles atropelaram toda e qualquer viva alma que encontraram pela frente. The Code is RedLong Live the Code é rápido naquele nível de te deixar meio sem fôlego. É o primeiro disco sem Jesse Pintado, que aqui deixa oficialmente a banda e os caras seguem sem nenhum substituto.

Curiosamente, este é um disco cheio de participações especiais. Não sei se pelo fato de eles agora estarem na Century Media, uma gravadora mais metal e bastante conhecida, ou se foi o lance de acharem que em determinadas músicas caberiam outras vozes. James Jasta aparece em “Instruments Of Persuasion” e “All Hail The Grey Dawn”; Jello Biafra em “The Great And The Good”; e Jeff Walker, do Carcass, solta seus urros em “Losers”, uma faixa bônus de uma edição especial do disco. Talvez, junto com Apex Predator, The Code is Red… seja o disco mais legal dessa nova, mas nem tanto, fase dos caras.


Smear Campaign
(Century Media, 2006)

Olha, se um dia alguém dissesse que a Anneke van Giersbergen, do The Gathering, cantaria (?), isso mesmo, cantaria uma música do Napalm Death eu juro que duvidaria, maaaaas estamos falando aqui de uma banda sem muitos limites quando o assunto é respeitar suas vontades e ser fiel à suas crenças artísticas. Smear Campaign é um grande disco. Traz um pouco de volta o peso e aquela energia que contamina.

Herrera segue em um gás incontrolável, acompanhando os riffs intrincadamente rápidos de Mitch Harris. Dá pra destacar “Skin Fast, Let Go”, “Fatalist”, “Freedom is the Wage of Sin”, “Persona non grata” e a incrível faixa título, mas seria covardia não falar das outras e não queremos estender muito o assunto. Lembra no início, quando falamos na participação da excelente ex-vocalista do Gathering? Então, ela aparece na faixa “In Deference”. Resumindo, Smear Campaingn é um belo recorte de como o Napalm Death passou a soar depois dos anos 2000 pra cá.

life_crime_napalm_death_blog_patter_052Time Waits For No Slave
(Century Media, 2009)
É o 13° disco dos caras e fazer algo diferente é uma tarefa ingrata a essa altura do campeonato. Então não espere nada revolucionário. Embora a gente concorde com algumas críticas que diziam que, na segunda metade dos anos 2000, o Napalm Death não apresentava nada de muito novo, é sempre revigorante ver como eles conseguem manter o gás e a identidade. Time Waits For No Slave não foge a regra. Entre a paulada “Strong-Arm”, que abre o disco, e “De-evolution Ad Nauseum”, a história é contada sob a fúria de blast beats e riffs tão velozes quanto. É um disco linear, com alguns momentos de grande destaque como “Procrastination On the Empty Vessel”, que poderia facilmente estar em Inside the Torn Apart. A impressão é que, assim como Order of the Leech, trata-se de um disco que cumpriu bem seu papel de manter a banda nos trilhos enquanto resguardavam força criativa para o que viria depois.


Utilitarian
(Century Media, 2012)

O flerte e a admiração da banda em relação ao músico maluco John Zorn é história antiga. Já no comecinho dos anos 90, Mick Harris se juntou ao saxofonista americano para criar doideras sob o nome de Painkiller. Daria pra imaginar esses dois gigantes criando e gravando juntos? Sim, daria. Faz muito mais sentido do que ter o James Jasta do Hatebreed em duas músicas de The Code is Red… Long Live the Cold. E é em “Everyday Polux” que o Zorn dá o ar da graça e traz um sentido para a conjugação do verbo arriscar, que eles tanto dominam. “The Wolf I Feed” vem um pouco depois. É um musicão. Pegada intensa, bem direta e com refrão trazendo de volta os vocais limpos dos tempos de Diatribes. “Analysis Paralysis”, primeira faixa que ouvimos antes do disco sair, também é uma puta música que, junto com “Orders of Magnitude” e as já antes citadas, ganham destaque, mas nada muito distante da qualidade do restante do disco.


Appex Predator – The Easy Meat
(Century Media, 2015)

Uma das coisas mais marcantes de quando saiu o From Enslavement to Obliteration foi a quebra de paradigma que o Napalm Death conseguiu ao abrir um disco com uma música longa e usando vocais limpos em “Evolved as One”.

Na sequência vem “Smash a Single Digit” e a impressão é de que Barney resolveu gritar ainda mais para se fazer ouvir. Ainda tem a anárquica “How the Years Condemn”, a incômoda “Dear Slum Landlord”, “Cesspits”, que reforça a veia punk nunca abandonada pela banda, “Beyound the Pale” e suas dissonâncias e, bom, melhor parar, senão isso vai virar um texto detalhado sobre cada faixa e não é essa a ideia. Corre lá e bota pra tocar esse e todos os outros discos da banda porque no final, é a sua experiência que conta. Depois de dias, a nossa a gente termina por aqui, mas só enquanto o próximo disco não chega, porque pelo o que vimos na última passagem da banda por essas terras, o Napalm Death ainda tem muita história pra contar.

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